Quem fala em ecossustentabilidade no Brasil? Bom, bem poucos. Mas fala-se muito em sustentabilidade. Partindo do princípio que sustentável é tudo aquilo que tem a capacidade de se manter, quando intentamos referirmo-nos a ações relacionadas à melhoria da qualidade de vida e meio-ambiente; ou seja, à prática do ecologicamente correto, estamos falando em ecossustentabilidade. É fato que a ecossustentabilidade hoje é um fortíssimo instrumento de comunicação utilizado por grandes corporações. Mas a grande força do Brasil são as pequenas e médias empresas. E quais seriam as vantagens com a implementação destas tão novas medidas deste tão novo mercado? Inúmeras.
Para começar, há que entender os processos de neutralização de emissões negativas, com ou sem projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) ou voluntários, como duas ferramentas de suma importância: de marketing e de comunicação.
Quando uma indústria implementa um plano de redução ou mitigação de emissões negativas, sejam estas poluição ou GEE (gases de efeito-estufa), através de ações eficazes, com plano de monitoramento adequado, com coleta e apresentação de evidências objetivas de fácil entendimento e comprovação, ela está comunicando a seu consumidor final sua preocupação com a qualidade de vida do planeta e o consumidor vai pensar que se a companhia tem este tipo de preocupação, certamente faz um produto de excelente qualidade, é confiável e merece sua adesão e fidelidade. Por outro lado, a própria implementação da ecossustentabilidade trará uma revisão de todo o processo produtivo, com ajustes finos relacionados a perdas de energia, reaproveitamento de águas, mudanças de combustíveis, etc. Somente neste pente fino, já se conta com reduções de até 30% no consumo específico (quantidade de combustível que se utiliza para geração de determinada quantidade do que se produz) e isso é economia direta.
Quando assistimos às nem sempre corretas, mas constantemente milionárias campanhas das grandes companhias, relacionadas a ecossustentabilidade temos a impressão que o tema é alcançável apenas a uma privilegiada categoria. Isso não é verdade. Projetos pequenos, projetos inovadores, podem trazer resultados incríveis e muitas vezes, com investimentos mínimos. O importante é ter em mente que nesta nova economia, neste mercado verde, nada está escrito em pedra. Somos todos aprendizes e podemos fazer a diferença. Vale lembrar que educação e bom-senso constituem a base de uma pessoa comprometida com o meio ambiente. E é exatamente por aí que começam as ações que podem mudar a vida do Planeta para melhor. Não jogue lixo pela janela do carro (nem bituca de cigarro). Se puder ir a pé, deixe o carro em casa. Mostre a delicadeza de uma flor; a exuberância de uma árvore, a singeleza de um esquilo para uma criança. Permita-se a perplexidade ao saber que a Natureza não produz lixo. Cobre dos políticos a solução dos enormes passivos ambientais da cidade, pois apenas quatro por cento do lixo reciclado em casa têm destino correto. Insira-se na Natureza e entenda-se parte dela. A partir daí, pense em fazer o mesmo com sua empresa.
Patrizia Tomasi







